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Patrimônio histórico

Complexo de Angiquinho

Conjunto histórico da antiga Usina de Angiquinho, integrado à paisagem do rio São Francisco em Delmiro Gouveia.

MunicípioDelmiro Gouveia

O Complexo de Angiquinho fica no município alagoano de Delmiro Gouveia, junto ao trecho do rio São Francisco associado à Cachoeira de Paulo Afonso. Seu interesse vai além do edifício da antiga casa de força: o conjunto reúne construções ligadas à geração de energia e uma paisagem de rochas, água e vegetação da Caatinga. O diagnóstico patrimonial do município registra o tombamento estadual do sítio em 2006.

Por que Angiquinho é importante?

A usina entrou em operação em 1913, por iniciativa de Delmiro Gouveia. Sua energia esteve ligada à Fábrica da Pedra, empreendimento de produção de linhas no antigo povoado da Pedra. É, portanto, um lugar para compreender a relação entre o aproveitamento do São Francisco, a industrialização e a formação local — não uma usina em funcionamento oferecida como passeio convencional.

O patrimônio inclui a antiga usina e edificações associadas, integradas à paisagem do cânion. Um levantamento municipal menciona também mirante, escadas, passagens e patamares; essa descrição histórica não significa que cada estrutura esteja liberada ou em condições de receber visitantes. A aparência da cachoeira igualmente varia: segundo o Serviço Geológico do Brasil, a queda d’água não é observável continuamente após as intervenções hidrelétricas e depende de condições de vazão.

Visitação: confirme antes de sair

A informação operacional exige cautela. Em junho de 2021, a Prefeitura de Delmiro Gouveia afirmou que Angiquinho estava fechado à visitação pública desde 2017 e que buscava viabilizar sua reabertura. Uma pesquisa da Universidade Federal de Alagoas publicada em 2023 também o descreve como fechado ao público. Na pesquisa realizada em 2 de outubro de 2026, não foi encontrada confirmação institucional de reabertura regular, nem tabela atual de horários, ingressos ou agendamentos. Assim, não planeje a entrada no complexo sem obter confirmação expressa da administração responsável ou da Prefeitura.

Localização, acesso e cuidados

O Serviço Geológico do Brasil situa a área da Cachoeira de Paulo Afonso, vizinha à usina, na margem alagoana do São Francisco e descreve uma aproximação rodoviária a partir da BR-423, depois da Ponte Metálica Dom Pedro II, no sentido de Delmiro Gouveia. Essa indicação ajuda a localizar a região, mas não confirma uma rota autorizada até o interior de Angiquinho. As coordenadas publicadas para o geossítio da cachoeira também não devem ser confundidas com as da portaria do complexo.

Como orientação prática, não ultrapasse cercas ou bloqueios nem utilize escadas, passagens e mirantes sem autorização e acompanhamento adequados. Estudo acadêmico sobre a visitação anterior descreve acesso difícil, riscos e setores que não podiam ser visitados. Não foram confirmadas condições atuais de acessibilidade, banheiros, estacionamento ou alimentação no complexo; pessoas com mobilidade reduzida devem consultar previamente o responsável sobre o percurso efetivamente disponível.

Uma alternativa para conhecer a história

Enquanto o acesso a Angiquinho não estiver esclarecido, o Memorial Delmiro Gouveia, no centro do município, oferece outro ponto de contato com a trajetória do industrial e da usina. Trata-se de uma instituição diferente: seus dados de funcionamento e infraestrutura não se aplicam ao Complexo de Angiquinho.

Visitação

Informações práticas

Acesso

O SGB descreve aproximação rodoviária ao geossítio vizinho pela BR-423, a partir da Ponte Metálica Dom Pedro II. O acesso autorizado ao interior do Complexo de Angiquinho não foi confirmado; consulte a administração responsável antes de se deslocar.

Horários

A Prefeitura informou em 10/06/2021 que o complexo estava fechado à visitação pública desde 2017. Pesquisa da UFAL publicada em 2023 também o descreve como fechado. Reabertura regular, horários e condições de entrada não foram confirmados na pesquisa de 02/10/2026.